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    História do Jornal Correio de Três Lagoas  



    Morreu Léo Soto, pioneiro na imprensa do Estado

    Por onde andará Léo Sebastião Soto?...No céu perto de Deus!

    Léo Sebastião Soto, Léo Soto ou simplesmente tio Léo, um dos pioneiros do rádio mato-grossense uno e em especial do rádio três-lagoense, talvez não o mais brilhante, mas com certeza o mais fiel as suas paixões. Paixões estas resumidas em apenas quatro: Três Lagoas, o microfone, o Corinthians e posteriormente sua família (esposa, três filhos e um neto). Devo confessar que foi meu primeiro grande ídolo, dentre vários, espelho que visava realizar um sonho de um dia ser radialista, não tão bom quanto ele, mas simplesmente radialista.

    No início da década de 60, em minhas férias, retornava à minha querida Três Lagoas e nada melhor para apreender os segredos do rádio do que acompanhar o professor. Lá íamos eu e meu tio Léo para os “serviços de alto falante Cruzeiro do Sul”, localizado a quatro quarteirões do hoje Mercado Municipal na região da lagoa maior. Para quem só viveu os tempos de internet, o alto falante, era junto com o rádio, o único meio de comunicação e se resumia em uma pequena sala com um microfone e um toca discos ligados externamente a um poste de uns 10 metros com duas cornetas de alto falantes, no nosso caso uma voltada para a região da cidade e outra voltada para a região onde hoje encontra-se um hotel, mas naqueles remotos tempos existiam várias chácaras, inclusive da minha saudosa tia Cantimira.

    Ao serviço era indispensável o uso de energia elétrica que era rara naquela região. Meu tio, em sua engenhosidade, emprestava a energia dos tios Nazário e Cecília e atravessava um fio elétrico pelo mato da nossa adorável lagoa até o alto falante, donde transmitia as notícias de Três Lagoas, do Brasil e do mundo, pois não tínhamos televisão, os jornais chegavam com atraso de dois dias e o nosso jornal era semanal, falar ao telefone era simplesmente pedir a ligação de manhã para falar somente a noite. Tio Léo oferecia música aos casais apaixonados e quantos romances assim se iniciaram. Fazia propaganda do comércio local: Foto Zaguir, Casas Mão Verde e Pernambucanas, José Mascate.... a programação do cine Santa Helena e as 18:00 horas fechava os trabalhos rezando ao microfone a sua ave-maria dedicando-a as pessoas que haviam falecido naquele dia, sendo as mesmas famosas ou não, bastava pedir onde o encontrasse no correio, no cinema no bar Rainha dos Apóstolos ... trabalho que levou para as rádios por onde passou. Foi ali que realizei o meu primeiro trabalho, sonoplasta, ou seja trocar os discos de 78 rotações que meu tio deixava ordenado e saia com sua bicicleta pesquisando o alcance do som do alto falante e eu alternando Dalva de Oliveira, Elizeth Cardoso, Nelson Gonçalves, Ângela Maria, Carlos Alberto, ... confesso aqui um segredo: tínhamos uma senha, quando tocava Agostinho dos Santos ou Altemar Dutra, os cantores de que ele mais gostava, havia chegado o momento de reassumir o microfone.

    Logo em seguida surgiu outra enorme paixão, os microfones da rádio am Difusora de Três Lagoas, mas não abandonou a paixão antiga e concomitante transferiu seu alto falante para a região da saudosa Noroeste do Brasil, ali na segunda esplanada de frente ao nosso campinho de futebol em uma casinha branca que teima em ficar de pé somente para contar a história, tendo como ouvinte os nobre ferroviários como: Pedro Rocha, Madrugada, Leonel, Gilberto Ribeiro, Chicão, Darci...