“Política não se faz com fígado”

16/03/2018

“Política não se faz com fígado”

Azambuja defendeu o diálogo para construir amplo entendimento com partidos
O governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB), defendeu amplo entendimento político com partidos para construção de alianças na sucessão estadual. Ele se manifestou contrário às agressões por estar convencido de que esta estratégia só fortalece o projeto eleitoral de adversários comuns. “Política não se faz com fígado”, afirmou. “Temos de buscar diálogo, ter responsabilidade e proposta para apresentar ao povo”, ressaltou o governador, reconhecendo que as agressões são prejudiciais à formação de grande entendimento político. Essa união de forças políticas está sendo conduzida pela cúpula do PSDB. Na quarta feira, o governador reuniu-se com dirigentes tucanos para tratar das conversas com outros partidos. A intenção de Azambuja é construir ampla aliança para apoiar a sua reeleição e defender o legado do governo.  “Não podemos descriminalizar os partidos. Temos de conversar com todos”, recomendou o governador na reunião com as lideranças do PSDB. Ele ressaltou ainda não ter medo de desafios e, por isso, quer a união de todos do PSDB e dos futuros aliados para garantir mais um mandato e o prosseguimento da execução de projetos de desenvolvimento do Estado. O plano de Azambuja é mostrar na campanha eleitoral as medidas adotadas para não deixar Mato Grosso do Sul afundar, como aconteceu em outros estados, que até hoje não conseguem pagar o salário do funcionalismo público em dia, tampouco promover investimentos. É o caso específico do Rio de Janeiro.  A crise é tão profunda que paralisou praticamente todos os setores do Estado, sobretudo a segurança pública. O presidente Michel Temer (MDB) teve de decretar intervenção na área de segurança para combater as organizações criminosas, porque o governo estadual tinha perdido o controle das ações. Em Mato Grosso do Sul, observou o governador, mesmo fazendo fronteira com Paraguai e Bolívia, a segurança pública está sob controle. Esse legado será exposto na campanha eleitoral.  Para reforçar essa defesa nos embates eleitorais, o governador reiterou a sua defesa dentro do PSDB pelo amplo entendimento com os partidos. “A plataforma política é conversar com todo mundo”, afirmou Azambuja. E essa conversa “com todo mundo” não ficará restrita a Azambuja. A missão mais intensa ficará a cargo do presidente regional do PSDB, deputado estadual Beto Pereira, e de outros líderes tucanos destacados para essa negociação política. O governador está apenas participando de reuniões pontuais para formação da aliança partidária por sua reeleição. De acordo com Azambuja, Beto já vem conduzindo há algum tempo com outras lideranças do PSDB as negociações políticas com os partidos. Isso não significa fechamento de acordo de imediato. as conversas preliminares indicam para o entendimento com grande parte dos partidos em Mato Grosso do Sul. O plano do PSDB é construir grande base partidária para defender a reeleição de Azambuja em todos os municípios. A ação do governador neste momento é mais de discrição. Beto Pereira está mais exposto nas negociações até com partidos de profundas diferenças políticas. Entre os partidos que estão indo de encontro ao ninho dos tucanos estão o PTB, comandando pelo exprefeito de Campo Grande Nelsinho Trad, e o PSD, de Fábio Trad e Marcos Trad.

Correio do Estado