Só falta o padre para celebrar o casamento do DEM com PSDB

13/06/2018

Só falta o padre para celebrar o casamento do DEM com PSDB

Deputados federais são contra aliança com tucanos e torcem por apoio a André Puccinelli

Os deputados estaduais já falam como certa a aliança do DEM com o PSDB para a sucessão ao governo do Estado e só faltam alguns detalhes para o casamento político. Mas os deputados federais da família democrata não estão satisfeitos e podem trabalhar para melar a concretização desse relacionamento para as próximas eleições. Independentemente da posição dos representantes da bancada federal, o deputado estadual Zé Teixeira já acredita na consolidação da aliança com os tucanos. “Tudo indica que vai ter casamento”, afirmou o parlamentar. “Começamos a preparar o buquê de flores e a carruagem já está pronta. Vai ser um casamento bem glamouroso”, ressaltou. Outro democrata, o deputado estadual José Carlos Barbosa, o Barbosinha, também confirmou o avanço das negociações da aliança com os tucanos para apoiar a reeleição do governador Reinaldo Azambuja. “Só falta arrumar o padre para celebrar o casamento”, afirmou, sorridente. Ele não vê mais outra alternativa ao DEM para a sucessão estadual. O partido pode, inclusive, indicar nome para ser vice de Azambuja, ou mesmo candidato a senador. “As conversas estão bem adiantadas, mas ainda dependem de algumas arrumações”, ponderou Barbosinha. A posição dos estaduais, no entanto, não encontra apoio dos deputados federais. Luiz Henrique Mandetta disse desconhecer as negociações com o PSDB e não vê com muita satisfação essa aproximação do DEM com os tucanos. “Não estou sabendo de nada até agora”, afirmou. “Se tivesse alguma coisa certa, o presidente do partido [Murilo Zauith] teria falado para os seus deputados. Eu não pude ir ao evento do DEM em Corumbá porque estava com agenda em Curitiba”, justificou Mandetta. O deputado tem restrições ao casamento do DEM com PSDB para as eleições de outubro. “Aliança de nome pouco me interessa. Me interessa aliança com mudanças radicais”, disse Mandetta. “Azambuja erra muito mais do que acerta nas políticas sociais”, criticou o deputado quando questionado sobre a rixa com o PSDB. Para Mandetta, quem decidirá o futuro do DEM em Mato Grosso do Sul será ele e sua colega de bancada Tereza Cristina. “Está em nossas mãos”, afirmou. Ele sugere, com essa posição, a decisão partir da direção nacional do partido. Quanto à aliança com o PSDB, Mandetta foi incisivo em declarar, mais uma vez, que não tem conhecimento.  “Até agora, não sei de aliança nenhuma”, reiterou. “Se tiver um projeto, eles têm de nos apresentar”, afirmou. A deputada Tereza Cristina também não participou do evento do DEM em Corumbá e não tem conhecimento das negociações com os tucanos sobre parceria para as eleições. “Ainda não fui comunicada sobre aliança com PSDB”, afirmou. E não está gostando de ver pela imprensa as articulações com os tucanos.  “Não recebo recado por jornal. Se o presidente [Murilo Zauith] quiser me falar alguma coisa, ele precisa entrar em contato comigo”, disse. Ela afirmou que deve realizar reunião no fim de semana para “todos colocarem suas ideias” sobre o que será melhor para o partido. Cristina defende que o DEM deve anunciar no dia 25, após a reunião com todas as lideranças, seu rumo no processo eleitoral. “O nosso partido quer eleger candidato e vamos ver qual é o melhor lado, se é André Puccinelli, Reinaldo Azambuja ou o juiz Odilon”, declarou.  “Vamos discutir isso, já conversei muito. Política é conversa e saber ser ouvinte. Eu quero me eleger, Mandetta que ser reeleger, os deputados querem se reeleger, outros do nosso partido querem ter oportunidade”, explicou a parlamentar sobre o aprofundamento da discussão sobre aliança. E ironizou sobre o casamento do DEM com PSDB. “Não estou sabendo de casamento nenhum. O único casamento que eu sei é o meu com meu marido, Caio”, afirmou.

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