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19/06/2018

Bélgica e Inglaterra mostram suas armas e podem incomodar os favoritos

Bélgica e Inglaterra não chegaram à Rússia como integrantes do primeiro escalão de favoritos para conquistar a Copa (embora os belgas estejam em terceiro lugar no ranking da Fifa), mas os apostadores sabem que ambas têm talento suficiente para encarar qualquer adversário. E as duas estrearam nesta segunda-feira mostrando vale a pena vê-las jogar.

Comecemos pela Bélgica. O Panamá é um adversário fraco, é verdade, mas os belgas fizeram o que tinham de fazer: impuseram sua qualidade, ganharam por uma margem confortável (3 a 0, com um gol de Mertens e dois de Lukaku) e não correram o mínimo risco.

A “geração dourada” – como é conhecida a base que forma o elenco – é elogiada há cinco anos, mas ainda está devendo uma performance à altura de sua fama numa competição grande. A equipe passou invicta pelas Eliminatórias para as duas últimas Copas (oito vitórias e dois empates para 2014, nove vitórias e um empate para 2018) e também fez uma ótima campanha na classificação para a Eurocopa de 2016 (sete vitórias, dois empates e uma derrota, para País de Gales por 1 a 0). Mas na hora do “vamos ver” a  Bélgica negou fogo.

Na Copa de 2014 caiu nas quartas de final ao perder para a Argentina por 1 a 0. É verdade que antes ganhou as quatro partidas (2 a 1 na Argélia, 1 a 0 na Rússia, 1 a 0 na Coreia do Sul e 2 a 1 nos Estados Unidos), mas sem mostrar um futebol de encher os olhos. Na Euro/2016 também parou nas quartas, vitimada por País de Gales (3 a 1, de virada). Antes havia perdido para a Itália (2 a 0) e ganho de Irlanda (3 a 0), Suécia (1 a 0) e Hungria (4 a 0).

Nessas duas competições a Bélgica foi dirigida pelo técnico Marc Wilmots, que depois da Euro foi substituído pelo espanhol Roberto Martínez. “Precisamos de um salto de qualidade para a nossa seleção. Este grupo pode conseguir resultados melhores em grandes torneios”, disse François de Keesmaecker, o presidente da Federação, quando demitiu Wilmots.

O grupo já tinha jogadores da estirpe de Hazard, De Bruyne, Mertens, Witsel e Lukaku, e depois da troca de treinador vieram à tona informações de que alguns atletas não morriam de amores por Wilmots. Com Martínez alguns cresceram de rendimento – como Mertens e Lukaku – e o problemático Nainggolan ficou fora da lista de 23 convocados por não ser considerado um jogador “de grupo”.

Em sua estreia na Copa o time fez gato e sapato do Panamá. Mostrou um amplo repertório ofensivo e poderia ter feito pelo menos o dobro de gols que marcou. Se tiver cabeça (e paz no vestiário) na Rússia a “geração dourada” poderá, enfim, fazer algo grande e deixar sua marca na história das Copas.

MOLECADA INGLESA CANSOU DE PERDER GOLS

O técnico Gareth Southgate apostou na juventude e na qualidade técnica quando definiu a lista dos 23 jogadores para disputar a Copa. A média de idade da Inglaterra é de 26 anos, a mais baixa entre as seleções grandes (ao lado da França) e acima apenas da seleção nigeriana (25,9), e o elenco tem muita gente talentosa. É bom lembrar que a Inglaterra é a atual campeã mundial na categoria Sub-17 e também na Sub-20, o que mostra que tem uma meninada boa vindo aí para logo se juntar ao time principal.

Depois de superar a pressão de classificar o time para o Mundial, Southgate aproveitou os meses de preparação para investir num estilo de jogo baseado na troca de passes e na construção das jogadas desde a defesa. Nada de chutão. E isso custou a cabeça de alguns jogadores que estiveram nas Eliminatórias e, em sua opinião, não se encaixariam no novo sistema.

O placar de 2 a 1 na vitória desta segunda-feira sobre a Tunísia não dá a ideia de como a Inglaterra bombardeou a meta adversária. Com velocidade e triangulações bem feitas, cansou de criar chances. O problema, que tem sido recorrente na trajetória recente do English Team, foi a falta de precisão nas finalizações. E por isso a vitória só se consumou com um gol de Harry Kane (o capitão que tem 24 anos) nos acréscimos. Desde o empate por 2 a 2 com a Suécia na fase de grupos da Copa de 2006 a Inglaterra não fazia dois gols num jogo de Mundial ou Eurocopa.

Kane abriu o placar aos 11 minutos e Sassi empatou aos 35 cobrando um pênalti bem duvidoso apontado pelo árbitro colombiano Wilmar Roldán, mas se o primeiro tempo tivesse terminado quatro ou cinco a um para os ingleses não teria sido um exagero. Não é que a Inglaterra perdeu chances mais ou menos. Nada disso, desperdiçou oportunidades claríssimas, daquelas em que é mais difícil errar do que acertar.

O segundo tempo foi menos brilhante, o time criou menos, mas continuou sendo muito superior. E teve a recompensa merecida com o gol de cabeça de Kane aos 46 minutos.

MÉDIA DE IDADE DAS GRANDES SELEÇÕES NA COPA:

Inglaterra – 26
França – 26
Alemanha – 27,1
Bélgica – 27,6
Portugal – 28,3
Espanha – 28,4
Brasil – 28,6
Argentina – 29,3

Chuteira FC

 

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Nº 545 - 22 de maio de 2020

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